domingo, 2 de maio de 2010

Uma sugestão para o Sistema Educacional

Um grande problema da educação pública no Ceará não está somente na qualidade da escola ou na formação do Educador.

É certo que a temperatura nas salas de aula, que chega a muito mais de 30 graus todos os dias, causa indisposição e um mal estar muito grande nos alunos e nos educadores. A insegurança no interior da escola e no seu entorno é uma importante e justa alegação dos alunos para faltar às aulas, reforçando a tendência à evasão.

É certo, também, que professores com salários aviltados, sobrecarregados de trabalho e em salas sem ventiladores ou ares condicionados, não rendem o quanto poderiam render.

Esse grande problema, no entanto, está no entorno físico e cultural em que os alunos estão inseridos. Residências sem espaço físico, sem materiais de estudo e sem livros e revistas. Famílias, vizinhos e amigos apartados da educação escolar e sem condições de acompanhar a vida escolar das crianças e jovens. Escassez de serviços públicos de qualidade.

Analisando por outro prisma, escolas privadas são reputadas como boas. No entanto, é preciso observar que muitos de seus alunos frequentam escolas paralelas de alto nível e possuem amigos, familiares e vizinhos com nível superior de estudos. Frequentam, por exemplo, academia de ginástica, cursinhos de matérias específicas ou de redação, curso de inglês e aulas de violão. Quando estão com dificuldade, muitas vezes contratam aulas particulares. Possuem TV a cabo e acesso à internet.

O problema, dirão alguns, é a desigualdade social gerada pelo capitalismo. Eu concordo, porém enquanto estivermos sob esse sistema temos que torná-lo o mais humano possível.

Proponho, portanto, para os alunos das escolas públicas, que sejam criados “Salões de Tarefas de Casa e de Atividades Paradidáticas”, os quais funcionariam em salões de igrejas, nas próprias escolas, nas associações de moradores, em centros comunitários, garagens e sob mangueiras. Os orientadores desses salões seriam irmãos, mães, pais aposentados, obreiros de igrejas, irmãs de caridade e universitários. Seriam uma espécie de “mãezonas, tiozões ou monitores” próximo da residência dos estudantes.

Além da ajuda nas tarefas de casa, essas "mãezonas" receberiam treinamento para atuarem como orientadoras das famílias nas questões educacionais.

Esses monitores receberiam bolsas de trabalho dos governos estadual ou municipal, mediante apresentação de um plano de atividades e um determinado número mínimo de estudantes interessados.

Professor Aristides.

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